quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tempo que passa, tempo que cura

Qualquer um que me conheça um pouco mais, sabe logo de cara: sou muito ansiosa.
Devido toda essa ansiedade, as coisas acontecem em minha vida de uma forma um pouco mais apertada. Vivo tudo muito intensamente.
O dilema de todo ser vivente (admitindo isso ou não) é sobre o tal do amor. Quem é que não quer um amor pra toda vida? Caminhar de mãos dadas na praia em direção ao pôr-do-sol, rir um do outro, saber um os segredos mais íntimos do outro, conversar somente com o olhar, morrer com um sorriso, viver em um abraço. É, todo mundo, no fundo, no fundo, só está a procura disso mesmo, o resto vai se ajeitando.
O caso é que quando se tem 21 anos, aparecem em sua vida muitos possíveis "amores para toda vida", e quando você finalmente o acha, acaba descobrindo que não eram nenhum daqueles anteriores e todo aquele sofrimento eterno que passamos, vira motivo de piada. É, é sempre assim.
Todos já devem ter a ouvido a frase: "Deixa que o tempo cuida disso, daqui a pouco já passou e você nem viu".
Eu sempre odiei que falassem esse tipo de frase pra mim. Mas nunca deixaram de falar. E sabe do pior? É a mais pura verdade!
O tempo passa, e aqui estou eu, feita de lembranças do que se foi, pensando: "Nossa, como eu era boba!" E daqui uns anos, olharei para essa fase atual de minha vida e pensarei exatamente a mesma coisa. O ser humano tem uma mania idiota de evolução. A gente sempre acha que está melhor agora do que antes e assim vai.
Sobre a infância, não diria isso. Nossa, como eu queria voltar a ser criança.
Mas ao mesmo tempo, não queria. Tudo bem, criança não tem problemas, responsabilidades e afins. Mas convenhamos, criança não pode sair de carro por aí com a melhor amiga, sem saber o caminho de nada (a gente nunca sabe como chegar, mas sempre chega). Criança não tem a satisfação de arranjar aquele emprego tão desejado, não vai à faculdade, não viaja sozinha.
O tempo passa, o tempo cura, envelhece, amadurece, deixa lembranças, deixa saudades, e continua indo, sempre em frente, sem nunca olhar para trás.
Às vezes eu vou com ele, mas às vezes é inevitável parar, olhar pra trás, chorar uma noite toda de saudade e, aí sim, continuar seguindo, continuar crescendo.
É tempo de realizações. Se não ousarmos nos arriscar a fazer aquilo que sempre sonhamos, ficaremos para sempre em busca de oportunidades e nunca satisfeitos com o resultado de todo esforço. É tempo de amar.

2 comentários:

  1. É tempo de amar, e eu te amo minha lindeza, assim como ao vento e o mar.
    Delícia colorida compartilhar suas inspirações.
    Beijos*luz com muito amor.

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